EX-ALUNOS - EX-ALUNAS SALESIANOS
FEDERAÇÃO INSPETORIAL DOS EX-ALUNOS E EX-ALUNAS DE DOM BOSCO - ISJB - Belo Horizonte - MG
DOM BOSCO ESCRITOR e EDITOR
No dia 5 de outubro, dia do Patrono da FIEADB-ISJB, Alberto Marvelli, e inspirados em Dom Bosco, os Ex-Alunos e Ex-Alunas da ISJB criaram, através da FIEADB, a REVISTA ELETRÔNICA, com o objetivo de divulgar as ações realizadas e levar a todos uma reflexão sadia das coisas do espírito.
Divulgue, você Ex-Aluno e Ex-Aluna de Dom Bosco e FMA, o que você fez de bom; clique no envelopinho no rodapé da página e preencha o formulário contando o que fez de bom como ex-aluno e ex-aluna.
Dom Bosco escolheu São Francisco de Sales como padroeiro e dele tirou o nome da sua congregação por duas razões: era o santo da amabilidade, da doçura e da paciência e, como escritor, Francisco de Sales era modelo do apostolado da boa imprensa. Atento ao seu tempo, ele percebeu na imprensa uma oportunidade para fazer o bem. Dom Bosco tinha especial preferência pela imprensa como tipo de apostolado e por isso escreveu muito; procurava suprir a falta de livros para os jovens e para as pessoas mais humildes. Por estas razões escrevia em linguajar simples e popular.
Os seus primeiros escritos foram:
  • A biografia de Luís Comollo (1844);
  • O devoto do Anjo da Guarda (1845);
  • História da Igreja (1845).
  • em 1853 lança a primeira revista popular “Leituras Católicas”;
  • em 1861 monta a primeira tipografia, que irá publicar várias coleções de livros para a juventude;
  • e, em 1877, publica o primeiro número do Boletim Salesiano (edição italiana).

A obras editadas entre 1844 e 1888 são mais de 220 e estão recolhidas em 38 volumes.
As obras maiores são 170, entre livros e fascículos; mas o catálogo dos seus escritos (entre livros e opúsculos) chega ao número de 403 títulos.
Em 1949, o Papa Pio XII o proclamou Patrono dos Editores Católicos.
Hoje, Dom Bosco certamente se utilizaria das mídias diversas para atingir os jovens e levar a eles a palavra de Deus e os ensinamentos dos valores maiores; tudo de maneira simples para ser bem entendido. O linguajar salesiano no trabalho diuturno deve seguir os passos de Dom Bosco e jamais se utilizar de um palavrear adulterino dos que hoje fere os tímpanos e afasta as crianças e os jovens de um linguajar respeitoso e qualificado.

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BIOGRAFIA DE LUIZ COMOLLO

Fonte: https://missatridentinaembrasilia.org/2011/07/29/santa-morte-do-clerigo-comollo/São João Bosco Seminarista”, revista Leituras Católicas, Nº 806. Agosto de 1957.

Na manhã do dia 25 de março, dia da Anun­ciação de Nossa Senhora, quando João (Bosco) se dirigia à capela, encontrou-se no corredor com Comollo que o estava esperando para lhe dizer ter chegado a hora da partida. João ficou muito surpreso, pois, no dia anterior tinham passeado juntos muito tempo e o tinha deixado em perfeita saúde. Comollo acrescentou com voz comovida:

— "Sinto-me mal e o que me aterra é dever me apresentar ao grande juízo de Deus".

Eu o exortei a não se querer preocupar, pois, estas coisas eram de fato sérias mas haveria tempo para se preparar. Dito isto, entramos na igreja. Comollo assistiu ainda a Santa Missa durante a qual teve um des­maio pelo que deveu ser transportado ao dormi­tório e ir para a cama. Naquele momento, atesta o Pe. Giacomelii, João anunciou aos colegas que Comollo morreria daquela doença.

Logo que terminou a função na igreja, escreve D. Bosco na biografia do amigo, fui visi­tar Comollo no dormitório. Apenas me viu entre os presentes fez-me sinal para que me aproxi­masse e assim me falou:

— "Tu me disseste que era coisa remota e que eu ainda teria tempo para me preparar; mas não é assim; estou certo de que logo vou me apresentar diante de Deus; tenho pouco tempo à minha disposição; vou te dizer claro: devemos nos separar".

Eu, porém o con­vidava a não se inquietar e a não ficar aflito com tais ideias.

— "Não me inquieto nem me aflijo; só penso que devo comparecer ante o grande e inapelável juízo e isso é que me perturba interior­mente".

Essas palavras muito me afligiram, por isso procurei saber sempre suas notícias e cada vez que eu o visitava ele repetia sempre a mesma expressão:

— "Aproxima-se o momento de me apresentar ao juízo divino; devemos nos separar".

Julgo não exagerar dizendo que no curso de sua vida me repetiu umas quinze vezes a mesma expressão.

Segunda-feira ele ficou na cama ardendo em febre. Já tinha previsto que os médicos não atinariam com sua doença. Terça e quarta-feira passou-as fora da cama, sempre triste e melancólico, absorto no pensamento dos juízos divi­nos. A tarde de quarta-feira deitou-se de novo para não se levantar mais. No sábado à tarde fui visitá-lo.

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